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Alfredo Leite

De Babe a Los Angeles

Estrangeirismos em campanha dividem-se entre o 'soft' e o 'hard'.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 29 de Setembro de 2017 às 00:31
Não será uma resposta à invasão de forasteiros, mas é um facto que os estrangeirismos invadiram a campanha eleitoral. E não estamos a falar sequer daquele candidato ao Porto que se apresenta nos debates com um exuberante chapéu de 'cowboy', nem de Maria, a candidata da CDU à câmara de Bombarral que ostenta o californiano apelido de 'Los Angeles'. E nem sequer de Alberto Pais, o social-democrata que colocou no cartaz um enigmático 'Babe' e logo foi 'trend' nas redes sociais que demoraram a perceber que aquele informalismo de 'baby' é, afinal, uma freguesia de Bragança…

Usar estrangeirismos como arma de propaganda política é uma arte que se pode dividir em dois ramos: Suave (ou 'soft') e puro e duro ('hard', em tradução livre). Comecemos pelo primeiro, materializado em 'slogans' que recorrem a palavras que se aportuguesaram. Aqui pontuam Marisa Ribeiro, candidata do PTP à câmara de Gaia que se apresenta como 'zen' e o penafidelense Tino de Rans que adotou o 'Top' como mensagem política.

O estrangeirismo puro e duro é outra coisa. Há os de gosto duvidoso, como o 'Je Suis Esposende' com que o CDS local lembra os que "veem o seu concelho a morrer de dia para dia". E há os cosmopolitas. Neste capítulo Assunção Cristas lidera com um 'Ask Me Anything' para anunciar um facebook 'live'.

Entre esta tendência linguística e a de Andreia Correia, candidata a Monte Córdova, que promete "um gimnodesportivo para (…) todas as assoçiações (sic)", venha o diabo e escolha.
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