Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Alfredo Leite

Donald Murphy

Teme-se que Flynn possa influenciar profundamente o presidente.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 19 de Novembro de 2016 às 01:45
Apostado na aplicação do princípio de que se alguma coisa puder correr mal, correrá mal, Donald Trump arrisca-se a ser um exemplar seguidor da lei de Murphy à medida que é desvendada a sua equipa.

Trump escolheu o ultraconservador Mike Pompeo para liderar a CIA. Cheira a vingança. Ele foi relator de um documento demolidor para Hillary Clinton sobre os ataques em Benghazi - onde morreram vários americanos - quando a opositora de Trump era secretária de Estado. Mais polémica promete ser a indicação de Jeff Sessions para a pasta da Justiça. Feroz apoiante contra a imigração ilegal, Sessions será o responsável pela prometida expulsão de 11 milhões de ilegais.

O coro de críticas ouviu-se ainda mais ruidosamente com a revelação do general na reserva Michael Flynn como conselheiro de segurança nacional. Flynn acha que o islão é uma ideologia política e não uma religião e é um militar que despreza a Convenção de Genebra e não se opõe à tortura. Especialista em informações militares, será uma espécie de todo-poderoso na equipa de Trump e teme-se que possa influenciar profundamente o presidente.

Com estes ingredientes, a coisa poderá mesmo correr mal.
Donald Trump Mike Pompeo Hillary Clinton Jeff Sessions Michael Flynn Convenção de Genebra política eleições
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)