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Alfredo Leite

No olho do furacão

Em Nice a população convive (mal) com a imigração e o desemprego é de 15%.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 16 de Julho de 2016 às 01:45
O centro do furacão jihadista na Europa foi atacado outra vez da forma mais vil. Há, todavia, uma questão que se volta a colocar: a carnificina no Passeio dos Ingleses, em Nice, foi um atentado terrorista concertado ou obra de um delinquente comum com simpatias islâmicas? A segunda hipótese apresenta- -se, para já, mais provável.

E, a comprovar-se, demonstra a vulnerabilidade dos estados – e de todos nós – para travar criminosos comuns travestidos de radicais que transformam o mais inofensivo artefacto em armas letais.

Não será só esta circunstância a ditar as consequências imprevisíveis desta ação. Ela aconteceu na cidade dos ‘pieds noirs’, os franceses retornados da Argélia que esconde no seu glamour perigosas fraturas sociais.

Uma franja relevante e conservadora da população convive (mal) com a imigração e foi de Nice que saiu uma centena de combatentes do Daesh rumo à Síria.

Aqui, o desemprego atinge 15% e é superior ao do resto da França. E é na zona de Nice onde Marine Le Pen alcançou mais de 40% dos votos nas últimas eleições regionais.

Não será surpresa se este atentado turbinar ainda mais a extrema-direita nas presidenciais francesas de 2017.
Europa Nice Argélia Marine Le Pen questões sociais política
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