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Alfredo Leite

Os salta-pocinhas

Epifanias geográficas dos candidatos vieram para ficar.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 19 de Setembro de 2017 às 00:31
Há uma previsibilidade sobre o futuro dos candidatos autárquicos bem refletida n’O Livro dos Camaleões onde José Eduardo Agualusa defende que "tudo o que pode acontecer, acontecerá". Em outubro, pode acontecer muita coisa, mas o certo é que as epifanias geográficas dos candidatos vieram para ficar. E os cibernautas têm nesta errância alimento para as redes. Os exemplos não faltam.

Fernando Seara é de Viseu mas quis o destino que tivesse sido presidente em Sintra e candidato a Lisboa. Agora concorre por Odivelas.

A comunista Ilda Figueiredo – natural de Oliveira do Bairro, diz a wikipedia – fez carreira no Grande Porto, aventurou-se em Viana do Castelo e agora volta quase a casa e concorre à Invicta. Mora em Gaia. O patusco Fernando Costa é um campeão de salto marsupial autárquico. A limitação de mandatos tirou-o das Caldas da Rainha, mas isso não o incomodou.

Concorreu a Loures, foi vereador e agora tem Leiria na mira. Os casos multiplicam-se. A socialista Gabriela Canavilhas nasceu em Angola, residiu conforme lhe deu jeito ora nos Açores ora em Lisboa. Concorre a Cascais. Heloísa Apolónia (natural do Barreiro) iniciou-se na vida autárquica na Moita e agora concorre a Oeiras.

Os saltos da socialista Inês de Medeiros são mais bizarros. Nasceu em Viena, uma das últimas moradas que se lhe conhece é em Paris e quer ser presidente da câmara de Almada.

Até Fernando Medina, o candidato socialista a Lisboa, é natural do Porto, embora tenha há muito casa na capital. Mas isso é outra história.
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