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Alfredo Leite

Tempestade no Golfo

Qatar acordou esta segunda-feira mais isolado do que alguma vez esteve.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 5 de Junho de 2017 às 09:52

O Qatar acordou esta segunda-feira mais isolado do que alguma vez esteve quando, numa atitude sem precedentes, vários países árabes vizinhos decidiram cortar relação com o poder em Doha.

Na base desta zanga de comadres está a acusação de que o pequeno emirado da província arábica apoiará grupos terroristas com ligações ao Irão. Este movimento, que levou à suspensão de relações diplomáticas, fecho de fronteiras e cancelamento de ligações aéreas, é a resposta à acusação feita por responsáveis em Doha sobre a forma como os Estados do Golfo se relacionam com Teerão.

O primeiro país a romper relações com o antigo protetorado britânico foi o Bahrein, que acusa o país vizinho de tentar interferir na sua política interna através do apoio a grupos radicais. No comboio de condenações que se seguiu, foi a vez da Arábia Saudita (de maioria sunita) a acusar o Qatar de estar ao serviço do Irão (de maioria xiita) e cortou relações com Doha.

O mesmo fez o Egito que também acusa o Qatar de apoio à ilegalizada Irmandade Muçulmana que em 2013 tinha tentado tomar o poder no Cairo derrubando o então presidente Mohamed Mursi. Os Emirados Árabes Unidos e o Iémen juntaram-se ao grupo num movimento de forte tensão regional que, no entanto, pode ter impacto global.

O Qatar, que é o terceiro produtor mundial de gás, é também um forte aliado dos EUA. O país alberga o comando regional das forças norte-americanas no golfo o que estará seguramente a provocar grande nervosismo em Washington. 

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