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André Ventura

A noite é nossa

A noite não pode ser terra de ninguém, entregue às máfias e aos vândalos que a povoam.

André Ventura 2 de Maio de 2016 às 01:45
Não é linguagem oficial mas os dados são conhecidos de todos: a criminalidade associada à noite e aos respetivos espaços de diversão tem vindo progressivamente a aumentar.

Ainda que desmentido pelos sucessivos relatórios de segurança interna – que, muitas vezes, mais se assemelham a instrumentos de propaganda dos governos em funções – o fenómeno da insegurança na noite, sobretudo em Lisboa, Porto e Setúbal, é sentido e percecionado pela generalidade dos cidadãos, bem como pelas esquadras de polícia situadas ou com competência sobre as zonas de maior incidência de bares e discotecas.

Os sucessivos focos de conflito noticiados nas docas de Lisboa ou no Cais do Sodré – como a animalesca rixa a que o país inteiro assistiu na semana passada, frente ao Palácio do Kebab -, bem como na zona histórica do Porto, não podem nem devem deixar ninguém indiferente. Os factos conhecidos e amplamente divulgados no âmbito da Operação Fénix, reforçam a necessidade de uma análise profunda do problema… e de decisões corajosas do poder político.

A noite não pode ser terra de ninguém, em que grupos mais ou menos armados disputam reinos como se de senhores feudais se tratasse, ameaçando ou eliminando os que se atravessam. O controlo de armas tem de ser efetivo – e há quanto tempo Portugal necessita de um Plano Nacional para o Controlo de Armas ilegais? – e o policiamento das zonas de diversão tem de ser real.

A Justiça tem aqui também uma palavra a dizer. Não podemos olhar para os fenómenos da segurança ilegal ou das rixas violentas em ambiente noturno como se de bagatelas criminais se tratasse. Ou ainda para as cumplicidades entre alguns polícias e os negócios da noite como meras contingências.

A mensagem é simples: a noite é dos cidadãos que se queiram divertir responsavelmente. Tolerância zero para todos os que se armem em chefes sanguinários dos seus pequenos feudos!

A personalidade: Assunção Cristas
Foi eleita com enorme resistência interna e considerável desconfiança externa, mas a líder dos centristas tem aos poucos assumido uma voz diferente e estilo próprio na forma de fazer oposição. Quer nas políticas de incentivo à família, quer na crítica ao executivo socialista, o CDS de Cristas tem assumido o rosto de verdadeiro líder da oposição.

Positivo: Liga
O Sporting venceu o FC Porto no Dragão e mantém a Liga Portuguesa de Futebol ao rubro, com um dinamismo desportivo e financeiro de altíssimo nível.

Negativo: Venezuela
O regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, evidencia cada vez mais sinais de uma crise económica sem precedentes, com medidas ridículas de poupança de energia e cortes na despesa social.
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