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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

André Ventura

Às Armas, pela Liberdade

O apoio humanitário aos refugiados tem de ser feito com mecanismos acrescidos de controlo e fiscalização.

André Ventura 16 de Novembro de 2015 às 00:30
Desta vez cruzou o limite do tolerável. O ataque terrorista da última sexta-feira no coração da Europa não se pode bastar com novas manifestações de solidariedade ou afirmação solene de princípios. Temos de nos preparar para a guerra… em várias frentes!

Se existe o risco de sermos precipitados e de tomar decisões importantes e restritivas de direitos fundamentais sob o calor das circunstâncias, muito maior é o risco de ficarmos inativos e de nos mantermos à volta dos estereótipos de sempre. Temos de decidir!

Decidir, de uma vez por todas, que os cidadãos europeus que voluntariamente se juntem às fileiras do autoproclamado Estado Islâmico na Síria perdem, automaticamente, a nacionalidade ou a autorização de residência que eventualmente detenham.

Decidir que a apologia do terrorismo deve ser um crime em toda a Europa. Não é admissível que dentro do nosso próprio território alguns insistam em proclamar livremente a nossa destruição e apoiem o bombardeamento das nossas cidades, impunemente.

Decidir que o apoio humanitário aos refugiados – uma obrigação que não podemos simplesmente ignorar – tem de ser feito com mecanismos acrescidos de controlo e fiscalização, sob pena de virmos, no futuro, a lamentar-nos pela nossa própria humanidade.

Decidir que os serviços de informações têm de ser dotados de meios indispensáveis – como a possibilidade de realizar interceções telefónicas – para controlar e monitorizar os indivíduos referenciados com ligações terroristas… e que são milhares por toda a Europa!

Decidir, por fim, que o mal apenas se pode destruir verdadeiramente na origem e que apenas colocando de lado divergências meramente políticas poderemos formar uma grande coligação internacional para destruir o Estado Islâmico. Apenas com homens no terreno poderemos cortar as fontes de financiamento e decapitar a liderança da barbárie organizada.

Que vai ter custos, sem dúvida! Que vamos perder vidas, inegavelmente! Mas é o nosso futuro que está em jogo!


A personalidade: François Hollande
Confrontado novamente com a destruição terrorista no seu território, Hollande voltou a evidenciar a fibra, a tranquilidade e a determinação que a situação exigia, prometendo uma resposta sem piedade aos terroristas.

Islão critica ataques
É, apesar de tudo, muito importante que várias autoridades islâmicas tenham publicamente criticado os ataques terrorista em França, bem como a Arábia Saudita e o Hezbollah.

Censura continua
Permanece a mordaça sobre o Grupo Cofina relativamente ao processo Marquês. É já a maior desregulação do mercado por uma decisão judicial de que há memória em Portugal.
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