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André Ventura

Jorge Jesus na barra do tribunal

No mundo do futebol não basta ser, é preciso parecer. E, quanto a este ponto, a razão parece estar do lado do Benfica.

André Ventura 24 de Agosto de 2015 às 00:30
O cisma da 2ª Circular vai chegar à barra dos tribunais, atendendo ao já anunciado processo de vários milhões que o Benfica reclamará do seu antigo treinador.

Mas quem tem razão nesta disputa, face ao sistema jurídico português?

O contrato de Jorge Jesus com o Benfica estipulava um prazo de validade até 30 de junho e uma cláusula indemnizatória de 7,5 milhões de euros para qualquer uma das partes que decidisse pôr fim ao contrato. Terá sido isso que ocorreu?

Temos vários factos que nos poderão apontar nesse sentido. Por um lado, ainda no dia 5 de junho, Bruno de Carvalho anuncia não apenas um processo de negociação mas a efetiva contratação do treinador por um período de três temporadas. Ainda em junho, o Sporting comunica à CMVM que chegou a acordo com Jesus e que este será o treinador do clube de Alvalade até junho de 2018. Também antes do fim do contrato, o ainda treinador do Benfica é visto em Alcochete e lá permanece durante várias horas, no que considera ser uma "visita de estudo". Uma tremenda imprudência dos envolvidos!

Claro que o treinador poderia até alegar justa causa nessa rescisão, mas esse ato tem regras próprias de comunicação, que não foram observadas, face ao regime jurídico do contrato de trabalho desportivo. E, evidentemente, que o Sporting se poderá escudar no facto de os efeitos do contrato apenas se iniciarem, juridicamente, a 1 de julho.
Acontece que, sobretudo no futebol, não contam apenas os efeitos jurídicos, mas a perceção do mercado e das instituições. No mundo do futebol, não basta ser, é preciso parecer. E, quanto a este ponto específico, a razão parece estar do lado dos encarnados: se fosse ao contrário, e Rui Vitória aparecesse no Seixal em maio e Luís Filipe Vieira anunciasse aos quatro ventos ter chegado a acordo com o antigo treinador do Vitória, não acionaria Jesus a cláusula indemnizatória?

Seja como for, a palavra caberá, agora, ao tribunal. E aí Jesus enfrentará diretamente o sentido da lei portuguesa. Sem quaisquer ‘mind games’!


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