Por André Veríssimo|22.12.17
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O coelho já se via a léguas. Tudo indicava que com a economia a correr melhor do que o orçamentado, o Governo iria voltar a tirar da cartola um défice final abaixo da meta. António Costa aproveitou a visita de ontem a Belém, onde desejou as Boas Festas ao Presidente, para exibir o trunfo. O défice não será de 1,6% (a previsão inicial), nem de 1,5% (revisão em Abril), nem de 1,4% (a previsão no OE para 2018), ficará abaixo de 1,3%.

O número reforçará a imagem do bom aluno europeu e será mais uma condecoração para Mário Centeno usar na lapela durante a próxima reunião do Eurogrupo.

Se Passos ia além da troika, António Costa e o seu ministro das Finanças têm feito por ir além da meta entregue a Bruxelas, por mais que isso irrite o Bloco e o PCP. Mas com o legado de despesa que o Governo e os seus parceiros vão acrescentando a cada ano, a tarefa vai-se tornando mais exigente. Conseguirá o primeiro-ministro em 2018 ir a Belém deixar uma prenda orçamental?
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