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André Veríssimo

A última rota da TAP

Bruxelas só deu luz verde dada a importância para a economia do país.

André Veríssimo 12 de Junho de 2020 às 00:30
Deve a TAP ser resgatada com dinheiro emprestado pelos contribuintes? O papel que a companhia aérea desempenha no turismo nacional – e por arrasto no emprego e na economia – justifica que se o faça. Um exemplo: os brasileiros e os norte-americanos ganharam um peso relevante nas receitas das unidades hoteleiras graças às novas rotas abertas pela companhia aérea.

É, de resto, por causa desta importância para a economia que Bruxelas deu luz verde a um financiamento de até 1,2 mil milhões de euros do Estado à TAP para a salvar da agonia financeira. Caso contrário, e por se encontrar em dificuldades antes mesmo da pandemia, não haveria dinheiro público.

O empréstimo vem com condições. Um controlo maior da gestão e da tesouraria pelo Governo, taxas de juro elevadas e um prazo de seis meses para pagar. Que não será possível cumprir, o obrigará a adotar um plano de reestruturação, cortando pessoal, aviões e rotas. Veremos se estas últimas serão decididas em função de critérios de racionalidade económica ou meramente políticos. Se vingar a segunda via, a TAP dificilmente sairá do buraco.

É bom lembrar que o enquadramento da UE para o apoio à TAP obedece ao princípio de "uma vez, última vez". Esta pode ser a última rota para a companhia aérea encontrar a sustentabilidade.
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