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António Jaime Martins

Calamidade

Espero que após o rescaldo, se retirem as devidas lições.

António Jaime Martins 21 de Junho de 2017 às 12:19
Os incêndios de Pedrógão Grande são a maior catástrofe, ao que tudo indica, natural, de que muitos de nós temos memória.

É difícil perceber que mesmo sujeitos à implacável voracidade da mãe natureza, 64 pessoas tenham perdido a vida, mais do dobro tenha ficado ferido e os prejuízos patrimoniais em edificado, infraestruturas e floresta sejam incalculáveis. Já se aponta o dedo acusador à falta de capacidade das autoridades para em tempo útil terem interditado a circulação na já apelidada ‘estrada da morte’. Tal levou a que o Ministério Público ordenasse, como lhe competia, a instauração de um inquérito.

Mas, a verdade é que por todo o mundo civilizado abunda a falta de preparação das autoridades para lidar com catástrofes deste jaez, sejam as naturais, sejam as provocadas por mão criminosa.

Vem de imediato à memória o relato das vítimas do incêndio do prédio de 24 andares nos arredores de Londres que dizimou famílias inteiras, o testemunho que quem referiu que às vítimas foi transmitido pelas autoridades inglesas que permanecessem no interior dos apartamentos onde vieram a falecer carbonizadas. Espero que, em Portugal, feito o rescaldo e prestado o auxílio necessário, se retirem as devidas lições para futuro.
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