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António Jaime Martins

Dona Branca

Os bancos perdem a credibilidade e os adquirentes o seu dinheiro.

António Jaime Martins 27 de Julho de 2016 às 01:45
Até há uns anos os cidadãos acreditavam na banca. Aos bancos confiavam as poupanças de uma vida. Durante anos, do mais modesto ao mais próspero dos cidadãos, uns mais que os outros, confiámos aos bancos o nosso dinheiro. Fizeram-se aplicações ‘seguras’. Mas fizeram-se também aplicações verdadeiramente arriscadas, na convicção de que eram seguras.

Como o trapezista que já não sente a vertigem da altura, alguns adquiriram os chamados ‘produtos financeiros estruturados’ de grande complexidade, muitas das vezes, sem que percebessem o que estavam a comprar, em troca de promessas de remunerações de 6% e mais ao ano. Aqueles que são do meu tempo lembram-se certamente da Dona Branca. Em troca do depósito ‘chorudo’ o depositante era premiado com 10% ao ano.

A Dona Branca um dia fechou a ‘banca’ e os depositantes ficaram sem as suas ‘aplicações’. Mas a Dona Branca não tinha supervisor. E os contribuintes não pagavam ao supervisor para vigiar os operadores do sistema.

Não compreendo como se pode continuar a permitir a comercialização destes ‘produtos financeiros estruturados’ pelos bancos. Todos perdemos: os bancos a credibilidade e os adquirentes o seu dinheiro.
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