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António Magalhães

Até parece que é bruxo

O FC Porto Encanta com o que tem e pode chegar para o essencial.

António Magalhães 9 de Setembro de 2017 às 00:30
Sérgio Conceição encantou o universo portista e parece ter convencido até os rivais. O segredo da receita do sucesso foi o mais frugal possível: proibido de gastar dinheiro, o dragão ‘aviou-se’ com a prata da casa. Renovou as ambições de quem se encontrava ligado ao clube mas estava com uma cruz em cima e conquistou uma nova alma. Obviamente, o grande mérito é de Sérgio Conceição. Os jogadores já lá estavam (embora alguns estivessem com muita vontade de sair e outros de não voltar), logo o trabalho tem uma componente mental muito relevante. E que se saiba não há dedo de bruxo nesta história.

A profunda transformação que se operou no FC Porto tem muito a ver com um espírito e um ânimo coletivo que faz toda a diferença nos trajetos competitivos das equipas. É demasiado redutor dizer que o FC Porto de Sérgio é apenas um estado de alma. Não é só, mas é muito. Valorize-se, no entanto, tudo o resto: a ideia de jogo, a dinâmica e os processos que fazem deste dragão um bloco tão coeso como versátil. E, lá está, acredita naquilo que faz. Não restam, pois, dúvidas quanto aos méritos do treinador, mas estarão por avaliar as virtualidades do plantel em termos de alternativas. A posição de Danilo é um exemplo flagrante. É verdade que a fiabilidade do ‘trinco’ garante uma utilização média de 30 jogos por época no campeonato, pelo que as falhas pontuais podem ser colmatadas. Acontece que nem sempre é possível gerir essas ausências. Para questões destas, ainda não há respostas.

O reconhecido ‘savoir faire’ de Antero Henrique
Neymar e Mbappé foram transferências consumadas por valores estratosféricos. Em comum, o destino e um nome: Antero Henrique. O dragão português levou para o PSG o ‘savoir faire’ dos campeões. A cobrança será do tamanho da ambição que representa um investimento brutal.
António Magalhães Opinião
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