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António Magalhães

Benfica e FC Porto com mais pedalada

Excelente base e poucas mexidas dão clara vantagem.

António Magalhães 19 de Agosto de 2017 às 00:30
A tirada é de Jesus, a propósito da corrida pelo título:  "vamos lá a ver quem tem mais pedalada". Tal como o treinador admitiu não ter dotes de adivinho, também eu tenho de me limitar às faculdades que possuo e a algum saber de experiência feito para concluir que neste momento quem mostra ter mais pedalada é o Benfica e o FC Porto. Dir-se-á que existe um fator determinante que contribui para a vantagem que Benfica e FC Porto apresentam nesta altura: as duas equipas têm praticamente os mesmos jogadores de 2016/17.

O Benfica perdeu elementos importantes, mas os que os substituem (guarda-redes é a exceção) já lá estavam e sempre foram boas alternativas (André Almeida e Jardel). E se perdeu alguma coisa, ganhou outra: um ponta de lança (Seferovic) que se está a revelar altamente prolífico. O FC Porto manteve o onze e se lamentou (?) a saída de André Silva, festeja agora o regresso de Aboubakar. Em termos de processo e de ideias de jogo, fez um upgrade de uma época para a outra, acrescido de uma injeção de ‘ser Porto’ bem mais contagiante que a de Espírito Santo.

Confirma-se, portanto, que era o Sporting quem partia mais atrás. A minirrevolução no plantel, a chegada tardia dos homens das seleções e - cuja indefinição em relação ao futuro se prolongou – atrasaram naturalmente o processo de construção da equipa numa conjuntura que teve (e tem) o fator da pressão extra do play-off da Champions. Se formos falar de pedalada, neste momento o diagnóstico é claro: Benfica e FC Porto estão mais fortes.
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