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António Magalhães

Depois de ganhar a ordem é vender

O presidente do Benfica não olha a nomes mas corre riscos

António Magalhães 28 de Maio de 2016 às 00:30
A época de sucesso do Benfica voltou a colocar os seus jogadores no mercado como alvos apetecíveis para muitos clubes. É verdade que a conquista do campeonato é fundamental na afirmação de uma equipa, mas seria sempre palco manifestamente curto para a dimensão dos valores que atingem ou podem atingir as suas transferências. A grande montra é a Liga dos Campeões. A performance do Benfica na prova foi certificado de qualidade para o mercado de elite. E esta ‘regra’ não se limita a jogadores, aplica-se também a treinadores. Talvez por isso, Jorge Jesus nunca teve os grandes europeus no seu encalço. Enquanto treinador do Benfica, Jesus optou quase sempre por não comprometer o objetivo do título em prejuízo da Europa. Rui Vitória ainda não tem expressão nesse mercado, mas só agora lá chegou. Assim, terminada a época, Luís Filipe Vieira pode ambicionar a uma venda total recorde que pode até chegar aos 200 milhões de euros! Pergunta-se se será a melhor política. Questiona-se se o desbaratar do ‘património’ de uma equipa que custou a construir (e para a nossa realidade não deixou de representar encargo considerável) não será um enorme risco. São preocupações legítimas, assim como é natural que Vieira aproveite o momento (afinal, o negócio é oportunidade) para fazer encaixes e cumprir uma das suas promessas do novo ciclo: a diminuição do passivo. Vender é a palavra de ordem, porque em grande parte ela também significa sobreviver.

Carvalhal atrás do sonho e da glória em Wembley
Carlos Carvalhal estará hoje num palco que poucos portugueses tiveram o privilégio de pisar, sobretudo em momentos tão solenes. O ‘seu’ Sheffield Wednesday luta pelo sonho da Premier League. Se conseguir alcançá-lo, entrará numa galeria ainda mais restrita: a dos heróis.
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