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António Magalhães

Luta sem quartel a precisar de limites

Os excessos no campeonato têm criado um clima muito perigoso.

António Magalhães 19 de Março de 2016 às 01:45
Sabia-se que este seria um campeonato superdiscutido por tudo aquilo que o envolvia - o Benfica atrás do tri sem Jesus, o Sporting a querer matar um longo jejum com Jesus e o FC Porto a investir forte para quebrar ciclo sem conquistas. O tempo deu razão à teoria e o campeonato, além de discutido, tem sido disputado palmo a palmo e incendiado palavra a palavra.

O clima tornou-se perigoso. Muito perigoso. O entusiasmo e a paixão têm sido muitas vezes substituídos pela acusação e pela calúnia. Hoje nem sequer há o cuidado de evitar declarações que além de inflamadas não têm qualquer sustentação em factos. Sucedem-se ataques que visam incitar linchamentos públicos e quem sabe algo mais a cargo de hordas fundamentalistas que reagem à voz do dono.

Os jornalistas não têm escapado a este tiroteio. Já não é só nas redes sociais que por isto ou por aquilo, por tudo e por nada, se difama e se ofende sem qualquer respeito pela dignidade humana. Pior: já se chegou (voltou!) à agressão, como aconteceu no final da AG do FC Porto. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, uma consequência inevitável de um estado de coisas que é cada vez mais um estado de sítio.

O que escreve o cronista colombiano Alberto Salcedo Ramos aplica-se a esta realidade: "Gritamos, ofendemos, esquecemos. De tanto nos ofuscarmos, cegamos e perdemos a sanidade. Depois, ficamos surdos e deixamos de ouvir qualquer argumento." Nesta histeria coletiva, ainda há quem tenha algum sentido de responsabilidade. A ele se apela. Hoje mais do que nunca.

Fantástico Braga! Afinal, vale a pena apostar em tudo
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