Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

António Magalhães

Por enquanto ainda é Luisão e mais dez

Qualidade, carisma e liderança são atributos intactos.

António Magalhães 7 de Novembro de 2015 às 00:30
Se Luisão tivesse ido para o FC Porto, os 12 anos em que está entre nós teriam representado a conquista de 8 Campeonatos, 4 Taças de Portugal, 7 Supertaças, uma Taça dos Campeões, uma Liga Europa e uma Taça Intercontinental. No Benfica, ganhou metade: 4 vezes campeão, duas Taças, duas Supertaças e 6 Taças da Liga. Mas não é só com títulos que se constrói uma referência.

Dos 14 troféus que Luisão ergueu em Portugal, 10 foram alcançados sob as ordens de Jesus. Se alguém pedir ao treinador para indicar nomes que o marcaram na sua passagem pelo Benfica, seguramente incluirá Luisão na lista. Aos 34 anos, é natural que Luisão não tenha a mesma frescura física e que o jogo lhe exija mais desse ponto de vista. Será verdade também que num novo ciclo, e perdida uma muleta como Maxi, o capitão fique mais exposto.

Ainda assim, a qualidade, o carisma e a liderança fazem dele uma opção, mais do que indiscutível, imprescindível. No final dos anos 80, Ivic sentenciou que o bibota Gomes estava "finito". Na época seguinte, Quinito recuperou-o e decretou: é Gomes e mais dez. No Benfica, com Luisão, assim é. Pelo menos, por enquanto. 

O milagre dos portugueses na Europa dos milionários
Num tempo de aperto financeiro no qual se acentuam as assimetrias, Portugal está na iminência de ter duas equipas nos oitavos da Champions, sete anos depois de o FC Porto de Jesualdo e o Sporting de Bento lá terem chegado. É obra!
Ver comentários