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Correio da Manhã

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10.05.2020

Dois vírus, um medo

Até à morte de Hitler, e à decisão do governo em decretar luto nacional pela morte do facínora a 2 de Maio de 1945, o velho Doutor Homem detestava no dr. Salazar os modos, o medo, as roupas (que designava por "o modelo da Saville Row de Santa Comba Dão", se bem que soubesse que se tratava do tradicional figurino de Coimbra), certa gramática cheia de frases feitas e oblongas, os tons agudos da voz e o seu vergonhoso sentido de oportunidade

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03.05.2020

Os benefícios do sentimentalismo

Dona Ester, minha mãe, detestava o sentimentalismo. Não porque não fosse sentimental, à sua medida e quando vinha a propósito, mas porque conhecera essa doença de perto.

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26.04.2020

A quarentena da Tia Benedita

Depois de uma semana em isolamento bracarense, a minha sobrinha Maria Luísa aproveitou uma brecha depois da Páscoa e veio para Moledo onde a "quarentena" é, neste eremitério governado por Dona Elaine, uma espécie de regime permanente, se retirarmos as pequenas caminhadas que pratico sob prescrição da Dra. Teresa, a minha médica de Venade

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19.04.2020

Recompensas de hoje

Na família, houve sempre uma certa veneração pelos nossos médicos, ou seja, pelos que nos vigiavam as coronárias e restantes áreas do corpo.

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12.04.2020

A Páscoa de Moledo

Em tempos normais, a Páscoa destas paragens seria luminosa como a Primavera recentemente inaugurada – tirando os pólenes, que irritam  Dona Elaine (a governanta deste eremitério de Moledo), e o cieiro, que indispõe os crepúsculos com a sua ameaça.

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16.02.2020

Esperar em Moledo pelo fim do Inverno

Calhou a minha sobrinha Maria Luísa protestar contra os Elementos (ou seja, que queria o fim do Inverno) para que Dona Elaine, a governanta deste eremitério de Moledo, lhe lembrasse que fazer calor era coisa do Verão – e, recordando a cansativa sabedoria dos provérbios, que "Fevereiro quente traz o diabo no ventre".

09.02.2020

As primeiras mimosas do ano

Na semana passada, a minha sobrinha Maria Luísa levou-me de passeio pela estrada do Gerês – que eu chamo "a via panorâmica" – para cumprir a obrigação de retirar da garagem o velho automóvel que, misteriosamente, continua a existir desde 1978

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