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Armando Esteves Pereira

Portugal allez

O Chauvinismo revela que a integração não é um conto de fadas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Julho de 2016 às 00:30
O futebol é muito mais do que um jogo. E neste Europeu surpreende a forma pouco  cortês como certa imprensa francesa trata a Seleção de Portugal.

Chegam a dizer que esta equipa não merece estar nas meias-finais, apesar de em nenhum jogo ter havido um adversário que tenha sido claramente superior.

O país que na década de 1960 acolheu de braços abertos centenas de milhares de portugueses, que hoje alberga uma das maiores diásporas lusitanas, olha de uma forma sobranceira para uma equipa que ainda não deslumbrou e que tem nas suas fileiras três jogadores nascidos nessa diáspora: Adrien, Guerreiro e Lopes. Esta demonstração de chauvinismo francês revela que afinal o modelo de integração dos emigrantes não é a fábula contada nas histórias oficiais.

Se há assim tanta soberba perante a comunidade mais bem integrada, imagine-se o sentimento face aos magrebinos.

Os filhos e os netos da geração da mala de cartão, nascidos e educados em França, têm em Portugal a sua seleção, mesmo já mal falando a língua de Camões. Eles merecem que Portugal vá à final, na terceira maior área metropolitana portuguesa (Paris).

É proibido morrer na praia. Allez, Portugal, allez.
Europeu Portugal França Adrien Raphael Guerreiro
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