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Armando Esteves Pereira

A liberdade em maio

Regresso à normalidade é fundamental para o País.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Abril de 2020 às 00:31
O Presidente da República disse que se "queremos liberdade em maio temos de a ganhar em abril". A frase, de belo efeito, já foi repetida por vários membros do Governo e ontem pela líder parlamentar do PS.

Mas essa liberdade ainda será mitigada para conter o vírus. Este ano não poderão acontecer os tradicionais desfiles Dia do Trabalhador, nem as aglomerações de peregrinos de Fátima. Continuaremos sem as festas populares, concertos e jogos de futebol.

Mas é fundamental que a vida retome alguma normalidade, sem multidões, mas com a economia real a funcionar. Cada dia que passa em hibernação são milhões de riqueza perdida. Lembram-se de Vítor Gaspar, o ministro das Finanças que deu a cara pelo resgate da troika?

Agora é diretor no FMI e escreveu um artigo, em conjunto com dois economistas da instituição, no qual refere que nesta crise "os governos têm de fazer o que for preciso. Mas precisam de garantir que guardam os recibos".

Isto porque a conta final vai ser paga, mais tarde ou mais cedo, pelos contribuintes com mais impostos e por todos os cidadãos, com medidas de austeridade. Em maio, quanto mais demorar o regresso à normalidade, mais pobres ficaremos.
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