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Armando Esteves Pereira

Ataque bárbaro

No Egito é normal encontrarmos a cruz em igrejas muito perto do crescente nas mesquitas. Oxalá essa tradição se mantenha.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 10 de Abril de 2017 às 00:32
Os ataques terroristas contra a mais importante comunidade cristã do Egito, no Domingo de Ramos, início da Semana Santa, são atentados bárbaros de radicais islâmicos que não sabem conviver com uma tradição secular de convivência religiosa.

A comunidade cristã no Egito é das mais antigas do Mundo e a Igreja Copta lembra que foi esta a terra onde Maria se refugiou com Jesus. Quando os muçulmanos conquistaram o Egito, os cristãos já lá estavam há mais de seis séculos e têm resistido. São uma minoria de cerca de 10% da população, o que significa perto de 10 milhões de pessoas.

Uma comunidade heroica como são todas as comunidades cristãs do Médio Oriente. No Egito contam com a proteção oficial das autoridades. Nota-se segurança reforçada à volta dos templos, que trava mas, como se viu ontem, não impede atentados.

No Egito é normal encontrarmos a cruz em igrejas muito perto do crescente nas mesquitas. Oxalá essa tradição se mantenha.
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