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Armando Esteves Pereira

Mudanças na Europa

Mário Centeno prepara o adeus à liderança do Eurogrupo. Foi esse cargo que fez com que a notícia da demissão do Ministério das Finanças tivesse repercussão internacional.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Junho de 2020 às 00:31
Mário Centeno prepara o adeus à liderança do Eurogrupo. Foi esse cargo que fez com que a notícia da demissão do Ministério das Finanças tivesse repercussão internacional.

A liderança de Centeno no Eurogrupo beneficiou da política monetária do BCE, impulsionadora de um breve período de vacas gordas na UE. Da crise de 2008 e da ortodoxia dos remédios aplicados em Portugal e na Grécia, a Europa aprendeu lições e suavizou a política monetária.

Entretanto, surgiu o novo coronavírus vindo da China, que sem aviso prévio arrasou a economia global. A Europa mergulhou numa crise profunda e, ao contrário da de 2008, o choque foi praticamente idêntico de norte a sul. Quase tudo parou. E desta vez não se pode culpar cada Estado pela crise, apesar de num Conselho Europeu um ministro holandês ter apontado o dedo a Espanha e a Itália.

De uma forma lenta e gradual, os líderes europeus foram criando soluções. Ainda há obstáculos para a chuva de milhões ser concretizada, ainda é preciso vencer a resistência dos mais frugais, mas nesta crise já se passaram linhas importantes como a possibilidade de emissão de dívida da UE.

A pandemia ameaçou a Europa e o euro e o Eurogrupo procurou soluções. É urgente que o dinheiro prometido seja injetado na economia arrasada. A rapidez dessa injeção é decisiva para debelar a maior crise que já sofremos na nossa vida.
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