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Armando Esteves Pereira

O custo de 30 euros

74 milhões de euros dos contribuintes vão subsidiar salário mínimo.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Dezembro de 2020 às 01:30
O Orçamento do Estado vai subsidiar o aumento do salário mínimo em 30 euros para 665 euros mensais. O ministro da Economia anunciou uma compensação para o acréscimo de despesas das empresas com a Taxa Social Única (TSU).

As entidades patronais pagam 23,75% do salário bruto a taxa que financia a Segurança Social e assegura o direito à reforma e a outras prestações sociais dos trabalhadores, enquanto os empregados participam com 11%. Uma subida de 30 euros no ordenado representa mais 7,125 euros de custos de TSU de custo patronal. Os Estado vai assim gastar 74 milhões para mitigar o impacto da atualização salarial na tesouraria das empresas.

Com a crise pandémica são compreensíveis apoios a empresas que mantêm empregos, mas subsidiar a subida do salário é premiar os empregadores que remuneram pela bitola mínima e castigar os patrões que pagam acima desse valor de referência.

Este país tem demasiados trabalhadores com a remuneração mínima. O grande desafio da economia portuguesa tem de ser aumentar a competitividade para elevar o salário médio.

Bilhete mais caro
No cenário apresentado como mais desfavorável apresentado ontem pelo Governo, a TAP vai necessitar de 3,7 mil milhões de euros. Ou seja, o bilhete para salvar a companhia fica ainda mais caro. 370 euros por cidadão.
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