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Assunção Cristas

1600 casas fechadas por falta de obras

Tem de haver rapidez na execução das obras e na atribuição das casas.

Assunção Cristas 26 de Janeiro de 2017 às 00:30
Em Lisboa há cerca de 1600 fogos de habitação social sem estarem atribuídos. A razão? Falta de obras! Quando a casa vaga, é suposto a GEBALIS (empresa municipal que gere os bairros) receber a casa e serem feitas as obras necessárias para a Câmara a atribuir a uma nova família. Porém, para evitar ocupações irregulares, a GEBALIS parte rapidamente as loiças sanitárias e a cozinha para inviabilizar o uso do espaço. Depois, podem passar-se meses ou anos, como ouvi tantos relatos em vários bairros sociais de Lisboa.

Este comportamento é chocante e inadmissível. Tem de haver rapidez na execução das obras e na atribuição das casas. Em paralelo, as regras de atribuição têm de ser claramente explicadas às comunidades e a atribuição plenamente compreendida por todos. Só assim se estabelece uma relação de confiança entre os moradores dos bairros sociais e o município de Lisboa, só assim as pessoas sentem que são pessoas e não gente esquecida nos confins da cidade.

A governação socialista enche o olho com obras de melhoramento das vias centrais da cidade e aparentemente não tem dinheiro ou vontade política para resolver estes problemas.

Em 10 anos de governação socialista de Lisboa, há muitos bairros sem qualquer obra de manutenção e é preciso o CDS fazer barulho para lá aparecerem uns anúncios de obras, como aconteceu no bairro da Cruz Vermelha. Continuaremos a denunciar e a fazer barulho, convictos de que a nossa leitura das prioridades é a certa, porque para nós não há pessoas de primeira e outras de segunda.

Concertação social: CDS com soluções
O CDS foi muito claro, desde a primeira hora, na afirmação da sua forma de fazer política positiva. Condenamos a irresponsabilidade do Governo, que pôs em causa o acordo de concertação social, mas arregaçamos as mangas. Reunimos com todos os parceiros signatários do acordo e apresentámos desde logo alternativas para não deixar cair IPSS e empresas, sabendo que as mais afetadas são as micro e as pequenas.

Nos próximos dias serão votadas na AR as nossas quatro propostas: compensação para as IPSS na contratualização com o Estado, redução do pagamento especial por conta, que afeta as empresas mais pequenas, redução da taxa do IRC, manutenção do regime atual de desconto de 0,75% da TSU.

Esperamos que os diferentes partidos assumam a sua responsabilidade e que estas medidas possam ser aprovadas, ainda que com apoios diferentes para cada uma. Assim se verá quem está verdadeiramente focado em criar condições para a nossa economia crescer.
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