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Assunção Cristas

Não cedemos ao terror

Os governos têm de responder com ação firme na partilha de informação.

Assunção Cristas 22 de Dezembro de 2016 às 00:31
No mundo ocidental, de raízes cristãs, preparamo-nos para celebrar o Natal. Num momento em que o mundo está globalmente mais incerto, é verdade, onde alguns, radicais independentemente da geografia e das crenças dos destinatários, querem semear o terror. Não somos sociedades perfeitas, longe disso, mas devemos persistir no trabalho pela liberdade e pela tranquilidade, num mundo aberto e inclusivo.

Esta semana, o terror voltou à nossa vida, desta vez a Berlim, e também na Suíça com um ataque a um centro islâmico, como há escassas semanas tinha acontecido no Egito, aos cristãos coptas.

Em Berlim, as pessoas estavam precisamente num mercado de rua de Natal quando foram brutalmente atacadas com um camião. Como em Nice estavam na rua a festejar o dia nacional ou em Bruxelas iam para o trabalho.

Também a brutalidade da morte do embaixador russo na Turquia, no mesmo dia, nos deixa chocados. Para lá das leituras políticas, qualquer ato de terror, contra uma multidão ou um representante de um Estado, merece firme repúdio.

Ao terror, os Governos têm de responder com ação firme na concertação de esforços na partilha de informação e na vigilância. Ao terror, todos nós devemos responder com tranquilidade, mantendo as nossas vidas e não deixando que condicione a nossa liberdade.

Essa liberdade exerce-se vivendo este tempo de Natal como sempre vivemos, crentes celebrando o nascimento de Jesus, não crentes celebrando o encontro, a partilha, a amizade, a família. E esperando que o próximo Natal já possa encontrar um mundo mais reconciliado.

Leis do trabalho foram positivas
Mal anda o Governo quando esconde na gaveta o relatório sobre as reformas laborais produzido pela OCDE. Percebemos o incómodo: a OCDE, independente, põe preto no branco e esclarece que as leis do trabalho do anterior Governo foram positivas para a criação de emprego e para a competitividade do nosso país. O que cria um embaraço para quem se prepara para as alterar, por pressão das esquerdas unidas.

No CDS, insistimos no Parlamento para a divulgação de discussão deste relatório, essencial para se fazer política assente na verdade. Se o País está a conseguir criar emprego e reduzir o desemprego, mesmo com a economia a crescer metade do que o prometido por António Costa, muito se deve a estas reformas laborais, agora sob ameaça.

Este exemplo junta-se ao da redução das desigualdades em 2014 e 2015 (dados INE) e ainda aos resultados na educação (exame PISA). Afinal, nestas áreas a herança do anterior Governo é, objetivamente, positiva.

Junto a crianças e idosos, todos os dias
Na Lisboa tantas vezes esquecida, há quem trabalhe intensamente, todos os dias, junto das pessoas. O Centro Social e Paroquial São Vicente de Paulo, no bairro da Serafina, é exemplar, seja na creche e jardim de infância, nos ATL para crianças em idade escolar, no centro de dia, no lar ou no apoio domiciliário a idosos, ou ainda na ajuda aos mais carenciados. Diariamente, juntando gerações. Parabéns e obrigada!

Transportes públicos ou carro: pagamos sempre mais!
Os transportes públicos vão subir em 2017 por causa dos custos com combustíveis. O gasóleo e a gasolina têm subido, mas quando o petróleo baixa, lá vem o imposto carregar nos custos suportados pelo consumidor, em benefício dos cofres do Estado. No seu carro, no preço do transporte público, no custo do passe social, direta ou indiretamente, os portugueses pagam sempre mais! Onde está a devolução de rendimentos?

Presépio da Basílica da Estrela: impressionante
Em tempo de Natal, cruzamo-nos com muitos presépios. Vale a pena aproveitar o fim de semana ou as férias das crianças para apreciar alguns presépios emblemáticos das nossas cidades. Em Lisboa, o mais impressionante que conheço é o da Basílica da Estrela: atribuído a Machado de Castro, tem mais de 500 figuras e é talvez o mais antigo. Mas atenção, é preciso procurá-lo e acender a luz.
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