Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Assunção Cristas

Nem uma pessoa a dormir na rua

Defender a saúde e o bem-estar passa por políticas de habitação e de educação.

Assunção Cristas 20 de Abril de 2017 às 00:30
A primeira conferência do nosso ciclo ‘Ouvir Lisboa’, em novembro passado, tratou da pobreza, exclusão social, pessoas em situação de sem-abrigo, bairros sociais. Esta terça-feira, tivemos a 8ª conferência, sobre saúde. Defender a saúde e o bem-estar passa por políticas de habitação, de educação, de promoção de comportamentos saudáveis, pela prevenção, pela intervenção precoce. Se tivesse de eleger uma palavra seria "proximidade".

Dos centros de saúde, mais apetrechados para tratar de "falsas urgências", de apoio clínico domiciliário, de respostas de habitação e sociais. De uma política de proximidade, em rede com as instituições sociais e associativas da cidade, a Câmara e as Juntas, que permita efetivamente entrar em casa das pessoas e apoiá-las com eficácia, nomeadamente quando falamos de idosos isolados ou de exclusão social. Da proximidade entre todos os agentes da cidade em torno de um largo consenso na definição e execução de uma estratégia de saúde local, alinhada com a estratégia nacional.

Estas e outras muito boas ideias serão incluídas no nosso programa eleitoral. Há um compromisso que tem de ser já assumido com clareza, cruza exclusão social, pobreza, saúde mental, habitação e reside no centro da defesa da dignidade humana. O meu compromisso é total: todos sentados à mesma mesa executaremos uma estratégia vencedora para acabar com as pessoas em situação de sem-abrigo em Lisboa.

Programa de Estabilidade e PNR: Austeridade à socapa
Mais uma vez pela mão do CDS foi a votos o PE e o Plano Nacional de Reformas e verificámos de novo o compromisso dos apoiantes do Governo, do PS ao BE, PCE e Verdes, com uma cartilha que contempla uma austeridade escondida, habilidosa, que existe à socapa e a ver se passa de fininho.

É assim que o PS faz as coisas, com a conivência dos parceiros. E assim vai a austeridade, aumentando os impostos indiretos (que doem menos porque se veem menos) e cortando no investimento  e nos serviços públicos, em contradição com as promessas eleitorais de um governo de esquerda.

De nada vale a Jerónimo e a Catarina reclamarem contra cortes na saúde, educação, cultura, transportes públicos, quando caucionam, com o seu voto, a estratégia do Governo. Todos são co-responsáveis. De resto, a dívida continua assumidamente alta e o crescimento económico é muito poucochinho. Basta ver como Espanha cresce o dobro! O CDS, mais uma vez, apresentou alternativas positivas.

Epidemia de sarampo: vacinação deve ser uma responsabilidade
A triste morte de uma jovem, vítima de sarampo, no nosso país, em pleno século XXI, é um sério alerta para todos nós. Perante uma epidemia como esta – um grave problema de saúde pública – reforço a convicção de que a vacinação deve ser uma responsabilidade partilhada por pais, população em geral e autoridades de Saúde. 

Creches em Lisboa: falta de vontade política
O Governo garantiu a cobertura de creches em todo o país para os 4 anos em 2017. Tal não aconteceu. A situação é particularmente crítica na Grande Lisboa. Não há razão para tal! A oferta que existe na rede social e particular pode e deve ser aproveitada, devidamente apoiadas as famílias. Da minha parte, já assumi o compromisso de garantir que todas as crianças com 3 anos têm lugar, com o apoio da CML.

Debate de ideias na sessão ‘Ouvir Lisboa’
Sabia que a CML pode evitar alergias se substituir árvores? Ou que em contextos de exclusão social é essencial que haja creches logo no 1.º ano de vida? Ou que é possível apoiar clinicamente os idosos sem saírem de casa? Foi um gosto ouvir Maria do Céu Machado, João Sequeira Carlos e João Varandas Fernandes, e muitos participantes na ‘Ouvir Lisboa’ sobre saúde, na USF de Belém. Em rede, vamos fazer mais!
Maria do Céu Machado Ouvir Plano Nacional de Reformas Juntas Câmara Estabilidade CDS PNR PE USF Governo PS
Ver comentários