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Assunção Cristas

Portugal: não cresce a economia, crescem os juros da dívida pública

A dívida portuguesa é preocupante. 2016 terminou com quase mais 10 mil milhões.

Assunção Cristas 9 de Fevereiro de 2017 às 00:30
1 O Governo prevê um crescimento da economia de 1,5%, mas já não faltam relatórios internacionais a duvidar desse número, como aconteceu recentemente com a OCDE, e as famosas agências de notação financeira a manterem ou adensarem dúvidas sobre a nossa economia. Faltam medidas de estímulo à economia e o dossiê do acordo de concertação social foi absolutamente desastroso. Aliás, hoje mesmo o CDS apresenta a discussão e votação no Parlamento quatro medidas para procurar repor o equilíbrio desse acordo.

2 A dívida pública é preocupante: em valores absolutos, terminámos 2016 com quase mais 10 mil milhões de euros de dívida, falta apurar a percentagem, mas já é certo que não diminuiu, como deveria. Acresce que a cada emissão de dívida nos pedem juros mais elevados. Tendência internacional, sim, mas sinal suplementar de desconfiança em relação ao nosso país.

3 O Governo pavoneia-se com um défice baixo, mas não tem resposta para a degradação dos serviços públicos, das escolas aos hospitais. Falta dinheiro para as despesas correntes e falta ainda mais para os investimentos: nunca o investimento público esteve tão baixo! As declarações de agora fazem lembrar as do então PM José Sócrates quando, em 2008, se vangloriava por atingir um défice de 2,6%. Viu-se o que aconteceu dois anos e meio depois: o País na bancarrota e o resgate da troika. Ou seja, défice contido é muito importante, mas resta saber como se consegue atingir. Não vale tudo!

Municípios devem definir e proteger lojas históricas
Quem deve definir o que é considerado uma loja histórica e que proteção lhe dar? Penso que os Municípios, através das Câmaras e das Assembleias Municipais, ouvindo as populações no âmbito de debates públicos. A lei geral pode criar alguns critérios objetivos de análise, mas não se pode substituir à decisão local. Atualmente o enquadramento legal já permite aos municípios defenderem lojas existentes, impedindo a demolição dos edifícios, o que aliás tem acontecido. Mas e quando um determinado negócio, reconhecido municipalmente como relevante, não consegue suportar uma renda a preço de mercado?

Se o interesse na preservação é geral, de toda a comunidade, então o custo também deve ser diluído por toda a comunidade. Deve caber à Câmara Municipal apresentar, debater e desenvolver um programa que dê uma resposta clara a estas situações. É o que o CDS tem defendido nas suas propostas no Parlamento.

POSITIVO Turismo bate recordes em Lisboa
O turismo rendeu 8,4 mil milhões de euros a Lisboa em 2015! Está de parabéns todo o setor e também Adolfo Mesquita Nunes, então Secretário de Estado. A uma conjuntura internacional favorável, juntou-se a boa estratégia e medidas do Governo anterior. Os benefícios do turismo devem coexistir em harmonia e equilíbrio com os moradores da cidade. É um grande desafio para a gestão municipal. Terei muito gosto em abraçá-lo!

NEGATIVO Juros da dívida aumentam
Ontem Portugal contraiu mais dívida. Os juros, mais uma vez, cresceram, e muito: por dívida a sete anos, pagamos agora o dobro, repito, o dobro, do que pagamos pelo empréstimo contraído em junho. Quer dizer que por 550 milhões emprestados pagávamos 10 milhões e agora pagaremos 20! É muito má tendência.

‘Vanya, sonia, Masha e spike’ em cena
Três irmãos e uma boa história, retirada do universo de Chékhov. ‘Vanya, Sonia, Masha e Spike’ é levada a cena por Paulo Sousa Costa e protagonizada por grandes atores – da maravilhosa Helena Isabel ao estreante João Mota, que muito promete. Entre o drama, o humor e as revelações, há diálogos e cenas absolutamente imperdíveis. No Teatro Armando Cortez até ao dia 26, é uma noite em cheio!
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