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Assunção Cristas

Tantas explicações por dar

A dúvida sobre irregularidades e compadrios afeta a Raríssimas e milhares de IPSS.

Assunção Cristas 21 de Dezembro de 2017 às 00:30
Há poucos temas que dominem a atualidade política e mediática, ininterruptamente, por tantos dias quantos os que já estão dedicados ao caso da Raríssimas. Quando assim é, normalmente é porque há razão para isso. É porque há perguntas que ainda não foram feitas ou respostas que ainda não foram dadas.

O caso foi denunciado há quase duas semanas e desde então sucedem-se mais elementos e mais dúvidas. Esta semana o ministro Vieira da Silva foi explicar-se ao Parlamento, mas não conseguiu explicar cabalmente questões como o desaparecimento da denúncia de irregularidades por parte da Secretária da Federação das Doenças Raras - por carta registada com aviso de receção em janeiro deste ano - e as diligências que fez (ou não) para averiguar este desaparecimento ou a famosa viagem à Suécia, já com uma inspeção em curso, onde terá assistido a um protocolo entre uma fundação ainda não existente enquanto tal e a homóloga sueca. Também não respondeu às questões relacionadas com o anterior secretário de Estado da Saúde e consultor da Raríssimas.

É essencial que tudo seja esclarecido, sob pena de, injustamente, a dúvida sobre as irregularidades e compadrios afetar não só a Raríssimas, que tem desenvolvido um trabalho notável ao longo dos anos, mas todos os milhares de instituições de solidariedade social que de forma generosa e dedicada trabalham na área social.

E porque muito ficou por responder, o CDS já enviou por escrito um conjunto de questões dirigidas ao ministro da Segurança Social sobre a sua relação com a Raríssimas. Não desistiremos até que tudo fique devidamente esclarecido.

Visita à Marmeleira
Ephémera: manter a memória
Foi um gosto acompanhar a Juventude Popular à vila da Marmeleira (Rio Maior) e percorrer salas de livros - alguns antiquíssimos - dossiers e recortes que fazem a paixão de Pacheco Pereira: as bibliotecas e os arquivos onde cruza artigos de jornais, programas eleitorais, propaganda política ou documentos para compreender a nossa história democrática, muitos ainda confidenciais. Pelo meio, observar a criatividade de posters e objetos de propaganda.

A visita, generosamente guiada por Pacheco Pereira, deixou-me uma certeza e uma inquietude. A certeza é a de que há uma imensidão de oportunidades de estudo e reflexão e que as universidades deveriam estimular vivamente os alunos a trabalharem sobre esta matéria.

Será o agradecimento justo a Pacheco Pereira pela imensa obra!  A inquietude tem a ver com a história que se fará no futuro sobre o tempo de hoje.

Entre mails, SMS e redes sociais, alguém vai conseguir descobrir os pequenos detalhes que tantas vezes explicam ou mudam a história?

Ouvir Portugal: 'Portugal visto de fora'
Depois do Porto, a segunda conferência do ciclo 'Ouvir Portugal' decorreu ontem no Centro Cultural de Cascais. Para além de independentes, os oradores tinham mais um ponto em comum: todos vivem e trabalham no estrangeiro ou regressaram muito recentemente a Portugal depois de longos anos fora. Foi bom ouvir as visões diferentes de quem nos olha de fora. 'Ouvir Portugal' segue em 2018 por todo o país!

Trapalhada
Medina & Robles
O Tribunal Constitucional declarou que a Taxa de Proteção Civil de Lisboa, cobrada pelo executivo socialista é inconstitucional. A extinção da taxa foi o primeiro compromisso que assumi junto dos lisboetas e foi a primeira proposta apresentada pelo CDS na Câmara de Lisboa - infelizmente chumbada por causa da teimosia do PS e da mudança de posição do Bloco de Esquerda. Foi uma oportunidade perdida.

Manuel Aires Mateus: a festa da arquitetura
Quem ainda não reparou na nova sede da EDP? É só uma das obras de Manuel Aires Mateus (frequentemente em coautoria com o irmão Francisco). Há anos que acompanho e muito aprecio a obra e fiquei feliz por ter sido distinguido com o Prémio Pessoa. A arquitetura é a mais democrática de todas as expressões criativas. E é um orgulho ver como os arquitetos portugueses se afirmam dentro e fora de portas. Parabéns!
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