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Bruno Figueiredo

Parasitismo e simbiose

As práticas comerciais desleais são difíceis de investigar.

Bruno Figueiredo 7 de Agosto de 2017 às 00:30
O parasita alimenta-se da fartura e não da fome. O mais recente exemplo de um restaurante lisboeta que cobra preços exorbitantes aos seus clientes, reforça essa premissa. Notícias vindas a público, referem que o dono desse restaurante era um conhecido carteirista da cidade que viu na restauração e no aumento exponencial do turismo, margens de lucro maiores que as permitidas pelo elétrico 28.

Constitui uma prática comercial desleal, e como tal sancionável, a omissão ou a apresentação de modo pouco claro ou tardio, de informações com requisitos substanciais para uma decisão esclarecida do consumidor. Se os clientes desse restaurante estivessem esclarecidos previamente à tomada de decisão, ou não optariam pelas sugestões que lhes foram dadas, ou não reclamariam posteriormente dos preços. É óbvio…

As práticas comerciais desleais são difíceis de investigar, mas não se podem descartar com uma simples fiscalização ao estabelecimento. Tem lista de preços? Então a culpa é do consumidor que deveria estar mais atento!

Esta análise imediata, superficial e descontextualizada, transforma o mero parasitismo na simbiose perfeita entre parasita e aquele que o deveria combater...
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