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Bruno Figueiredo

Um país de luto

Não é um qualquer que inicia um turno resignado ao pior que pode acontecer.

Bruno Figueiredo 17 de Outubro de 2016 às 01:45
Os crimes de Aguiar da Beira assombraram a última semana. As minhas palavras vão para a memória das vítimas, para os seus familiares e amigos. Dois jovens, um deles militar da GNR, perderam a vida.

A vítima civil encontrava-se no lugar errado à hora errada. Ele e a esposa, ainda a lutar pela vida, dirigiam-se a Coimbra para uma consulta de fertilidade. A dor e o pesar aumentam perante o infortúnio daquele jovem casal cujos sonhos foram roubados.

Já o militar da GNR não estava no sítio errado à hora errada. Estava onde tinha que estar. Tal como o colega que o acompanhava, contra si tinha a farda que envergava e o juramento que fez. O sobrevivente necessitará de toda a força e apoio psicológico para ultrapassar aquele dia fatídico em que assistiu a toda a barbárie.

Aos profissionais das forças e serviços de segurança, bastam os inimigos externos. Internamente, necessitam de estabilidade, de meios e de reconhecimento.

Não é qualquer profissional que inicia um turno laboral resignado ao pior que pode acontecer: ser ferido, perder a vida, assistir à morte de um colega ou de um civil que jurou proteger. Tudo isso faz parte de uma condição policial que urge valorizar.
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