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Carlos Anjos

A tragédia da Europa

O que fazer com estes cidadãos europeus? A resposta é política.

Carlos Anjos 29 de Julho de 2016 às 01:45
A Europa, principalmente a Alemanha, Bélgica, França e Inglaterra, tem um problema grave e de resolução difícil: estes são países com grandes comunidades muçulmanas, com muitos jovens de 2ª e 3ª gerações, muçulmanos nascidos na Europa.

O número destes jovens que se radicalizaram é enorme, sendo que a maioria dos atentados terroristas recentes foram cometidos por estes jovens. São milhares os jovens sinalizados como radicais. Só em França, é superior a 30 mil.

Os dois jovens que recentemente assassinaram o padre católico em França foram identificados como Abdel Malik e Adel Kermiche, ambos de 19 anos e já sinalizados como radicais. Adel Kermiche havia sido impedido de viajar para a Síria para combater ao lado do Estado Islâmico, tendo sido detido. Foi libertado e colocado em casa com controlo eletrónico. Mesmo assim, cometeu este crime bárbaro.

O que fazer? Condená-los a prisão perpétua? Podemos prendê-los, mas quando saírem o problema mantém-se. É para este difícil problema que não há resposta. O que fazer com estes cidadãos europeus? A resposta não é fácil e não é policial, mas sim política. É preciso encontrar essa resposta rapidamente, ou as consequências serão desastrosas.
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