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Carlos Anjos

Berlim e a Polícia

Deixar sempre a sua identificação no local do crime é bom. Se for verdade.

Carlos Anjos 23 de Dezembro de 2016 às 01:18
A Polícia alemã é hoje muito criticada pela sua atuação em Berlim. Primeiro, porque o autor do crime estava já referenciado como radical islâmico, tendo sido detido três vezes desde o início de 2015. Mas a maior crítica radica no facto de a Polícia alemã ter detido, logo após o crime, um afegão e de ter dado a coisa como resolvida.

Não estava, porque se esqueceram do básico: a inspeção pormenorizada ao local do crime. Se o tivesse feito, não teria cometido o erro. Teria visto que o condutor do camião, morto no interior do mesmo, havia dado luta e infligido lesões no terrorista. Ora, o cidadão afegão não tinha qualquer lesão, logo dificilmente poderia ser ele o terrorista. A Polícia teria recolhido impressões digitais e vestígios de ADN e teria encontrado a autorização de residência, que o terrorista perdeu na luta com o condutor. Documento que, mais tarde, permitiu à Polícia identificá-lo.

Esta deficiente análise ao local do crime fez com que um inocente fosse preso e permitiu ao verdadeiro terrorista um período longo de fuga, sem perseguição. Imagine-se que acontecia em Portugal. Seria o fim do mundo. Ressalvo a colaboração do terrorista com a Polícia: deixar a identificação no local do crime é ótimo, se for verdade.
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