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Carlos Anjos

Crime e números

As cifras negras de crimes violentos como a extorsão são indecifráveis.

Carlos Anjos 30 de Dezembro de 2016 às 01:45
Mais um ano chega ao fim e a conflitualidade social ao nível criminal não diminuiu. As estatísticas dizem-nos que o crime violento participado às autoridades está a diminuir. Tenho dúvidas, pois as cifras negras de crimes violentos como a extorsão e os sequestros, como se viu agora em Leiria, são indecifráveis.

Como não existe nenhum inquérito de vitimação, dar grande relevo apenas às estatísticas pode levar-nos a erros de grande dimensão. Por outro lado, assistimos a um aumento dos crimes cometidos no interior da família, como violência doméstica e principalmente os abusos sexuais contra menores praticados no interior da família.

Felizmente, o número de mortes de mulheres ocorridas em ambiente de conjugalidade continua a descer, apesar de ser ainda muito alto. Por último, o ano fica marcado por Pedro Dias e pelos crimes de que é suspeito, e pelo aumento do número de mulheres que mataram os filhos.

No plano internacional, o terrorismo dominou as atenções, tendo os cidadãos europeus sido confrontados com uma ameaça sempre presente e que os seus governos não conseguem erradicar. Síria, Iraque e Afeganistão são hoje escolas de terror. Que 2017 seja bem melhor que 2016.
Leiria Pedro Dias Iraque Afeganistão política crime violência
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