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Carlos Anjos

Informação e terrorismo

É também verdade que, para a história, não ficam os muitos atentados evitados.

Carlos Anjos 25 de Novembro de 2016 às 01:45
A detenção de sete suspeitos de terrorismo, pela polícia francesa, é o exemplo da excelente cooperação policial internacional. Assim, em 2014, um anónimo marroquino, que se dizia perseguido pelo regime de Casablanca, pediu asilo a Portugal. Foi-lhe concedido o estatuto de refugiado.

No início de 2015, a PJ é informada, por uma polícia europeia, que aquele indivíduo poderia afinal ser um terrorista. Durante um ano, a PJ vigia-o diariamente. Em 2016, o homem decide ir para França. A PJ fornece essa informação à polícia francesa, a qual inicia logo um controlo ao marroquino. Algum tempo depois é detido com mais seis pessoas, quando se preparavam para cometer um atentado terrorista.

É assim a luta contra o terrorismo. Muito trabalho e partilha de informação. É também verdade que, para a história, não ficam os muitos atentados evitados, mas apenas o pequeno número dos que ocorram e causem vítimas.

Mas este é um caso que demonstra a pertinência da Europol e da Interpol estarem na PJ. Nestas alturas, de verdadeiro aperto, ninguém se lembra de autoridades de coordenação. Querem-se resultados. Pense-se nisto, para não se cometerem erros, dos quais, mais tarde nos iremos arrepender.
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