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Carlos Anjos

O caso de Armindo

Quer ver o mar. Merece-o. Já o sistema deve repensar sobre o caso, para evitar que se repita.

Carlos Anjos 19 de Dezembro de 2014 às 00:30

O caso Armindo Castro é intrigante. Como é possível, nos nossos dias, uma pessoa ser condenada a uma pesada pena de prisão por um crime que aparentemente não cometeu? Armindo esteve preso dois anos e sete meses, condenado pelo homicídio de uma tia. Tinha de cumprir uma pena de 12 anos de prisão. A revisão da sua situação processual só foi possível porque um outro indivíduo assumiu a autoria do crime pelo qual havia sido condenado.

Caso esse não o tivesse feito, Armindo estava condenado a cumprir a pena. E se de facto é inocente, toda esta situação é altamente inquietante, pois demonstra como um inocente pode ser condenado em tribunal. E essa situação é inaceitável.

É verdade que Armindo começou por confessar a autoria do crime, tendo, de forma voluntária, participado na reconstituição, em que explicou como havia agredido a tia e lhe havia causado a morte. Disse que o fez porque tinha medo que a polícia suspeitasse da sua mãe. Errou. Agora quer ver o mar. Merece-o. Já o sistema deve repensar sobre este caso, de forma a evitar que volte a acontecer.

Armindo Castro prisão liberdade
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