Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Anjos

O espião espiado

O SIS e a PJ viram o seu valor subir em flecha no mundo das informações.

Carlos Anjos 27 de Maio de 2016 às 01:45
Muito se disse sobre a prisão do espião do SIS, suspeito de vender informações sobre a Nato à Rússia. Diz-se até que foi mais uma machadada nos Serviços de Informação Portugueses. Discordo em absoluto. Não é sequer uma situação nova. Ao longo dos anos, muitos têm sido os espiões que se vendem e passam a trabalhar o inimigo.

Um dos mais famosos, Harold ‘Kim’ Philby, homem de confiança da coroa inglesa, que chegou a liderar a contra-espionagem inglesa, era um agente ao serviço de Moscovo. Foi descoberto, mas conseguiu fugir para a Rússia, onde chegou como herói e viveu até à morte.

A novidade deste caso em Portugal é que foi uma das raras vezes em que o espião foi descoberto e preso juntamente com o agente russo, tendo a prisão sido feita em flagrante delito e a operação realizada num terceiro país.

Isto mostrou, do ponto de vista operacional, um trabalho extraordinário da PJ. Tanto o SIS como a PJ viram o seu valor subir em flecha no mundo das informações e da investigação criminal. Conseguiram fazer o que muito poucos conseguiram, prendendo mesmo um espião Russo. Importante foi a PJ ser o ponto de contacto da Interpol em Portugal. Não há que inventar ou mudar o que está bem.
SIS Serviços de Informação Portugueses Harold ‘Kim’ Philby Rússia Portugal PJ Interpol espionagem
Ver comentários