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Carlos Anjos

Tolerância

As críticas foram excessivas e deram importância a algo que não a tinha.

Carlos Anjos 11 de Março de 2016 às 01:13
Estamos a ficar intolerantes. Intolerantes aos emigrantes e aos cartazes do Bloco de Esquerda.
Mudámos. Há uns meses éramos todos ‘Charlie’, defendendo que aquele jornal tinha o direito de caricaturar o profeta, pois isso era liberdade editorial. Bastou alguém utilizar a figura de ‘Jesus’ e toda a nossa tolerância mudou.
Que o cartaz é de mau gosto e demonstra, acima de tudo, que não se sabe ganhar, estou de acordo. Agora, as críticas que se fizeram foram excessivas e deram importância a algo que não a tinha.
O mesmo aconteceu com o livro de Henrique Raposo sobre o Alentejo.
Sou alentejano, do Crato. Adoro aquela terra.
É a minha gente.
Adoro a simpatia e a alegria das pessoas, como adoro a gastronomia, os vinhos e a paisagem.
Li o livro do Henrique Raposo, com quem nunca falei, e discordo de quase tudo. Penso mesmo que aquilo só pode ter sido escrito por alguém que desconhece o Alentejo.
Mas as minhas críticas param aqui. Ele tem o direito à opinião e a manifestá-la. Atacá-lo, porque não gosta do Alentejo, torná-lo um alvo, criar páginas no Facebook é perder a razão.
É sinal de intolerância e é dar importância a um livro que, sem esta publicidade, venderia muito menos.
Bloco de Esquerda Charlie Jesus Henrique Raposo Alentejo Facebook política
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