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Carlos Rodrigues

A ditadura da DGS

Trata-se de uma tutela equivalente à da troika no tempo de Passos.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 28 de Maio de 2020 às 00:32
Não há negócio nem atividade cujo regresso não passe pelo crivo da DGS. Do futebol às orquestras, das creches às esplanadas, do parlamento aos lares, passando por cafés, museus, centros comerciais – nada acontece sem a DGS, que desempenha um papel similar ao da troika, no tempo de Passos, com palavra a dizer sobre tudo.

O novo normal mais não é que a vida determinada pelos pareceres da Direção-Geral da Saúde, que exercem uma transitória ditadura comportamental. Trata-se de uma situação bizarra, sobretudo quando nos lembramos dos ziguezagues do passado recente. Então as máscaras não provocavam uma "falsa sensação de segurança"? Quanto terá custado esse atraso trágico? Sejamos claros: é óbvio que o regresso à normalidade deve ser feito com prudência.

Mas impor regras determinadas por um olhar unívoco é a pior forma de recuperar a confiança. Quem governa é o governo, fiscalizado pelo parlamento, e é ao regular funcionamento das instituições que temos de voltar urgentemente. As normas da DGS devem ser substituídas por determinações razoáveis e exequíveis. Para evitar que deixemos todos de lhes ligar.
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