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César Nogueira

Aguiar da Beira

Perdemos a vida em missão, enquanto tudo se mantém, com normalidade.

César Nogueira 22 de Outubro de 2016 às 00:30
Os acontecimentos de Aguiar da Beira têm ilustrado de forma trágica o risco inerente à nossa profissão, que reiteradamente temos vindo a evocar, reivindicando a classificação da nossa profissão como sendo de risco e desgaste rápido. O sucedido ilustra bem que, mesmo em zonas que supostamente apresentam baixa criminalidade geral e violenta, o risco da nossa profissão pode ir ao limite e resultar na perda de vidas, como aliás sucedeu.

Nestas alturas sentimos revolta porque parece que andamos a alimentar discursos de surdos, em que falamos em risco, sem que quem de direito o oiça.

Refiram-se também os meios e equipamentos. Ficou claro perante os olhos de todos que os elementos da GNR empenhados no local estavam sem coletes de proteção balística, sendo certo que não estariam nessas condições de livre vontade, depois de um dos seus camaradas ter perdido a vida e outros dois terem sido feridos…

Dizemos basta! Sentimo-nos desvalorizados e remetidos para um estatuto de menoridade enquanto agentes da segurança pública!

Perdemos a vida no desempenho de funções, enquanto tudo se mantém, com a maior normalidade. Lamentar sobre o leite derramado não chega, nada resolve!
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