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César Nogueira

Investir na segurança

Falta reforçar a operacionalidade e reconhecer risco da profissão da GNR.

César Nogueira 9 de Abril de 2016 às 01:45
Invariavelmente sem grandes surpresas foi publicado mais um Relatório Anual de Segurança Interna. Registe-se, contudo, um ligeiro aumento da criminalidade, mas, como o próprio documento refere, tal deveu-se a alterações legislativas que interferiram com a tipificação da criminalidade.

Contudo os números não deixam de ser positivos e, tal como nos anos anteriores, considerando-se o desinvestimento em meios e equipamentos e o saldo negativo no balanço do efetivo nas forças de segurança, cujo número é manifestamente deficitário, dá-se a ideia de que se pode fazer o mesmo ou melhor, mas com muito menos, o que certamente não poderá ser verdade.

Por outro lado, e mais uma vez, afirma-se a intenção de reforçar a componente operacional das forças de segurança - fazemos votos para que desta vez passe de um mero processo de intenções.

Frequentemente incompreendidos, com grande profissionalismo e espírito de sacrifício, aqueles que garantem a segurança pública dão o melhor de si, por vezes pagando com a vida, como sucedeu com 3 colegas no ano passado, pelo que devia a tutela não só reforçar a operacionalidade das forças de segurança como reconhecer, em lei, o risco que esta profissão comporta.
Relatório Anual de Segurança Interna segurança criminalidade
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