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Diamantino Pereira

Engana-me!

O caminho não é servir papas e bolos mas verdade e competência.

Diamantino Pereira 27 de Maio de 2017 às 00:30
A Direção-Geral da Política de Justiça disse que a Justiça Cível anda mais depressa dois meses e refere que não se incluem as ações executivas, as falências, as insolvências e as recuperações de empresa. Isto prova como as estatísticas podem ser manipuladas.

Se selecionar-se cada uma das muitas espécies de ações existentes, ainda se pode dizer que andam mais depressa do que os prolatados dois meses.

Intencionalmente ou não, esqueceram-se de dizer que se retiraram dos tribunais os processos de inventário, a esmagadora maioria dos processos de despejo, entre outros. Apenas mais um pequeno detalhe!

Ainda não se esqueceram as trapalhadas com a reforma judiciária de 2013 e o colapso dos programas informáticos.

Agora pretende-se legislar que as sentenças sejam dadas dentro de um determinado prazo, ou seja transformar a Justiça numa fábrica de enchidos! Só de quem nunca sentenciou a sério! Tal é revelador da falta de coragem em acionar os já existentes mecanismos inspetivos de forma atuante e eficaz, assim como atacar pendências conjunturais com apoio de brigadas suplementares de natureza provisória. Mesmo sendo o ovo de Colombo, sempre é preciso saber e pensar para lá chegar!
Direção-Geral da Política de Justiça Justiça Cível economia negócios e finanças crime lei e justiça
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