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Edgardo Pacheco

É penoso comer nas estações de serviço

Uma estação de serviço deveria servir petiscos típicos das terras onde está localizada.

Edgardo Pacheco 2 de Junho de 2017 às 00:30
Só petisco em restaurantes ou cafetarias de áreas de serviço das autoestradas em caso de ameaça de desmaio por fome. Caso contrário, só me servem para café, água e jornais.

Sempre que olho para as vitrinas das zonas de restauração lembro-me do gastrónomo António Saramago ter escrito, no velho ‘Independente’, que quando ia de viagem levava croquetes sempre feitos por si para serem apreciados na companhia de uma cerveja que compraria numa estação de serviço.

No meu juízo, a área de restauração rápida de uma estação de serviço deveria ser uma montra da gastronomia do território onde está localizada, mas o que verificamos é uma padronização absurda. Dá ideia de que os rissóis, os pastéis de bacalhau, as chamuças, os croquetes ou o pão são todos feitos na mesma fábrica e, seja numa estação do Algarve ou de Pombal, cá vai disto que para quem é bacalhau basta.

Então no caso das famosas sandes de leitão (leitão o tanas), o resultado é penoso. Carne gelada à mistura com pedaços de courato murcho e sem qualquer vestígio de tempero. E os croissants? Congelados de 5.ª categoria e cozidos à pressa.

Para agravar tudo isto, os preços. Eu, por uma boa sandes de leitão, não poupo na carteira, mas pagar 7,70 € por um amontoado de carne mal amanhada parece-me absurdo. Até porque, já agora, no Bar 21, à beira do IP3, serve-se carne tenra para uma sandes que é laminada de um leitão quentinho, bem temperado e à vista do cliente por 4,5 €. Não é difícil copiar.

Todas as estações servem comida de plástico? Não. Mas, assim de repente, não me lembro de alguma que justifique a paragem numa autoestrada. E tenho pena.
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