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Edgardo Pacheco

E que tal oferecer queijo no Natal?

Se cada um de nós oferecesse queijo aos amigos, a indústria teria mais dinamismo económico.

Edgardo Pacheco 1 de Dezembro de 2017 às 00:30
Quem tem amigos ditos gourmet (conceito já gasto mas sempre útil para aquilo que nos interessa) defronta-se com o problema dos presentes no Natal ou no dias de aniversário. Uma garrafa de vinho fica sempre bem, uma de azeite refina a coisa e um livro, claro está, dá outra patine, mas, caramba, quantos de nós planeamos oferecer, por exemplo, um queijo? Muito poucos. E, todavia, nós por cá gostamos de queijo e, melhor ainda, temos uma considerável riqueza à nossa disposição.

Ainda por cima já existem muitas lojas com alguma preocupação em transformar um pequeno queijo ou uma cunha de um grande queijo num presente bonito.

Não podemos competir com a diversidade dos franceses que, segundo o general De Gaulle, até tornava o país ingovernável (gerir um país com 200 Denominações de Origem Protegida deve ser cá uma dor de cabeça), mas do Minho ao Algarve e com passagem pelos Açores, queijo de leite de vaca, ovelha e cabra é coisa que não falta.

Quem compra queijos DOP defende uma filosofia assente na identidade nacional da produção de bens alimentares. Quem não tem muita disponibilidade financeira tem também à sua disposição um sortido de queijos com qualidade, alguns deles garantidos pelo júri do concurso Queijos de Portugal, da responsabilidade da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios.

Aliás, Maria Cândida Marramaque, técnica responsável pelo referido concurso, costuma dizer que se cada português oferecesse, pelo menos uma vez por ano, um queijo a um amigo, a indústria de laticínios daria um salto e tanto.
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