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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cabrita

A TAP é Azul?

O bando de extremistas que se reúnem no Conselho de Ministros está esvaído de prazer.

Eduardo Cabrita 13 de Junho de 2015 às 00:30
O bando de extremistas que se reúnem em Conselho de Ministros às quintas-feiras está esta semana esvaído de prazer pelo dever cumprido ao ter conseguido tomar a mais rápida decisão de sempre sobre o processo de destruição de um símbolo nacional. Não contam a desconfiança dos portugueses nem as eleições à porta perante o beneplácito cúmplice do mais impopular Presidente da nossa democracia.

Para os patriotas dos mercados, a partir de agora a cor da nossa companhia de bandeira é azul e devemos estar felizes por o americano-brasileiro da low-cost sul-americana ficar com as dívidas e os pilotos. O resto logo se vê, quando Pires de Lima e Sérgio Monteiro estiverem já bem longe.

Entretanto, a Comissão Europeia irá averiguar se quem dá cor europeia ao Azul da TAP são os autocarros da Barraqueiro e não os aviões da companhia doméstica brasileira. Aguarda-se também do sempre zeloso Tribunal de Contas a atenção privilegiada sobre o caderno de encargos, até agora mantido secreto.

Quando nos aproximamos do juízo eleitoral, começa a passar de obsessão ideológica a cadastro irrevogável a opção de destruir ativos estratégicos sem qualquer preocupação com a solidez a longo prazo da economia nacional.

Cortar salários foi declarado tês vezes inconstitucional, mas é preciso aguardar até 2019 para corrigir a barbaridade.

Os complementos de pensões dos trabalhadores do setor público empurrados para a pré-reforma foram cortados, mas só voltam quando as empresas públicas tiverem lucro, o que é quase como dizer que Pires de Lima só seria autorizado a falar quando o Sporting fosse campeão.

A Autoridade Tributária faz execuções e despejos por conta da banca e assaltos a incautos a mando das concessionárias de autoestradas, mas a correção dos arbítrios tem de ser maduramente adiada.

A imagem da banca nunca foi tão negativa, mas o desígnio do Governador, unilateralmente reconduzido até 2020 por um Governo com escassos meses de validade, é de vender os destroços do BES a passo de corrida ao fundo chinês ou americano que der mais. Os lesados que aguardem…

A urgência foi para retalhar a Cimpor, acabar com a PT, entregar os transportes urbanos sem dar cavaco às autarquias e agora já em estertor sair de cena em delírio Azul.
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