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Eduardo Cintra Torres

Ignorância, que coisa tão linda

Os canais gralheiam sem cessar, todos eles. Então na RTP… deixo uma sugestão à RTP: faça as perguntas do ‘bom português’ na redacção.

Eduardo Cintra Torres 30 de Setembro de 2016 às 00:30

Este jornalista francês entrevistou Marcelo como quem faz perguntas a adeptos à porta do estádio. Desconhecia com quem falava, mas falava. A ignorância não tem fronteiras. O vídeo passou num programa francês e, no fim, todos aplaudiram a ignorância.


Na RTP há quem desconheça a sigla de 1975 para "Processo Revolucionário em Curso": PREC. Transformou-a em PRECE, uma oração, um desejo em 2016. Aprende-se muito com estas gralhas. É por isso que a ignorância é tão linda. E a RTP não pára de gralhear.


As gralhas da RTP são mesmo serviço público. Aqui, o verbo perigar passou a "perigorizar". É a versão intelectual da ignorância. Complexifica. Convida à reflexão sobre o "perigorizo". A RTP devia fazer a sua rubrica ‘Bom Português’ dentro da redacção.


A SICN não ficou atrás e fez de um bombeiro um "bombista"! No Verão incensam os bombeiros, mas, começando o Outono, zás!, "bombistas" com eles. Com os fogos os jornalistas têm de bulir no terreno em tempo de férias, mas os "bombistas" não têm culpa!


Notícias importantes da ‘Casa dos Segredos 6’ (TVI): uma concorrente sentiu-se mal, foi assistida medicamente, mas a produção pediu para os da "casa" não falarem lá do caso; outro concorrente recebeu recados dos amigos do lado de lá do muro, numa boa.


Como de costume, a produção da ‘Casa’ não cumpre e deixa que não se cumpram as regras que ela mesma impõe. A bandalheira ocorre dos dois lados das câmaras. Aconteça o que acontecer, tudo é feito apenas para espevitar audiências, que vão faltando.


Tendências: 
DESPERDÍCIO
‘Cá por Casa’, o novo programa na RTP 1 de Herman José, com Maria Rueff, é mesmo de trazer por casa: promoção de programas e pessoas da casa com as duas figuras habituais da casa. Herman é o dono da casa e Rueff criada. Desde que foi domesticado por repressão política, Herman, como ele diz, tenta passar entre os "pingos da chuva do politicamente correcto". Que desperdício de talentos.

2 POR CENTO
Suponhamos que todas as novas séries da RTP eram de qualidade (não são). Estão em horário nobre e cada uma tem uma audiência próxima de 200 mil ou 2% de rating e 6% da audiência que vê TV naquele momento. Sugerem a audiência média dum canal do Estado que fosse de facto alternativo às privadas. Mas nem a RTP nem o Conselho Geral e os partidos que a mantêm a querem diferente.
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