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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Jornalismo que lava mais branco

Apesar de disfarçada, esta "notícia" era uma publicidade descarada a uma marca de automóveis. Como querem estes noticiários ter credibilidade?

Eduardo Cintra Torres 26 de Fevereiro de 2016 às 00:30





















Seis minutos de publicidade no meio do noticiário. Ou terão sido mais? Depois de uma reportagem com a empresa de pistas de neve na Serra da Estrela sobre a sua manutenção, o ‘Jornal da Noite’ (SIC) de domingo fez publicidade descarada à BMW.





















Foram seis minutos a mostrar um curso de uma inutilidade extrema para portugueses: aprender a conduzir na Áustria, por 820 euros em dois dias, em piso de neve. A reportagem mostrou vários modelos da marca e até os colocou em rodapé.





















Esta publicidade descarada compensará a perda de audiência da SIC nos programas de entretenimento? No domingo, a SIC só teve dois programas entre os dez mais vistos, e foram os noticiários. Sempre compensa nas contas. Na credibilidade é que não.





















A poluição no Tejo entrou finalmente na agenda dos noticiários e canais de informação, mas só depois de ecologistas, movimentos sociais, imprensa regional e principalmente as redes sociais a denunciarem repetidamente. Este atraso começa a ser preocupante.





















O episódio de estreia de ‘Vinyl’, série produzida por Martin Scorsese e Mick Jagger, tem duas horas. Realizou-o Scorsese: é um filme de Scorsese feito para TV. Algumas críticas negativas mostram como já se exige à TV o que não se pede ao cinema.





















O canal BBC3 saiu do ar. Ficou apenas disponível na internet. É a nova televisão, apesar de os nossos retrógrados responsáveis de canais nacionais insistirem nos velhos modelos. Na internet, o público jovem do canal é o mesmo, mas a BBC poupa milhões.


Nojo
Afonso Camões chegou a director do ‘JN’ por intermédio de Sócrates. Disse-lhe que era um bom escravo, que não se amotinava. Sócrates recomendou-o a Proença de Carvalho, servo de Sócrates que preside à empresa do jornal: "Você precisa de um tipo que em qualquer circunstância não faça perguntas e obedeça." Como escreveu alguém numa rede social: é abaixo de cão, sem ofensa para os cães.

Telepolítica
O tema da política e entretenimento tem o seu primeiro livro de divulgação em Portugal. José Santana Pereira analisa o problema da política actual quando se alia ao entretenimento, e vice-versa, permitindo ao leitor formar as opiniões a partir de inúmeros casos e estudos. Um dos capítulos é dedicado à transformação de políticos em celebridades. O livro está centrado na televisão.
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