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Correio da Manhã

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Eduardo Cintra Torres

O défice mais baixo da propaganda

Afinal havia outro "défice mais baixo da Democracia", em 1989, mas o Governo, com o apoio do INE, desencantou um resultado com centésimas.

Eduardo Cintra Torres 31 de Março de 2017 às 00:30





















O "défice mais baixo da democracia" em 2016 teve, afinal, um ex-aequo em 1989. Que a propaganda do governo mentisse é mau, mas que os media tivessem reproduzido a mentira sem verificar é pior ainda. E depois não fizeram o contraditório: pior que o pior. 


























Para insistir na mentira, lá veio a batota das centésimas, com o apoio do Instituto Nacional de Estatística: não foi 2,1%, foi 2,06%… Ora em economia as centésimas não têm relevância. É um erro usá-las no défice. Nenhuma instituição oficial as usa.




























O uso da box para voltar atrás já tem um peso importante nos hábitos das audiências. Permite ver quando se quer. Por exemplo, domingo ‘Pesadelo na Cozinha’ (TVI) ganhou com 434 mil espectadores em média e 4,3% de share com o visionamento diferido.
























O erro jornalístico do ano calhou ao Channel 4: identificou o terrorista de Londres como um pregador islâmico, Abu Izzadeen, que está na prisão. Só horas depois o canal corrigiu e pediu desculpas. Mas a ‘fake news’ continuava a rolar no mundo inteiro.




























Em Comissão Parlamentar de Inquérito, Armando Vara, esse poço de virtudes, disse não se lembrar de nada em concreto que seja de interesse para a investigação. Eu proponho que se dê nome a esta variedade da demência da memória: o Alzheimer político.


























Aquele golo marcado de livre por Cristiano Ronaldo no jogo com a Hungria foi um grande momento de futebol - e de televisão. O apuro técnico e autocontrole do jogador proporcionaram uns segundos de magia para ver em directo e rever nas repetições.

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Tendências

Mimetismo
O êxito de audiências da CMTV, que está só em 80% do cabo, levou a alterações nos concorrentes. O canal tem 3% de share no cabo, acima da SICN (2,6%), TVI24 (2,2%), RTP3 (1,0%). Os canais informativos, incluindo noticiários dos generalistas, entraram em concorrência mimética: tentam imitar o jornalismo da CMTV (e do CM). Conseguirão? É possível as cópias vencerem o original?

Assédio
Sócrates perdeu mais um processo contra o CM. Já lá vão não sei quantos processos perdidos. Vai usando uma nova táctica a que chamo assédio judicial ou forense: com muito dinheiro à disposição, colocam-se processos sobre processos para vergar a outra parte. No caso do ex-44 não tem resultado, mas revela como os mais ricos podem usar as altas custas da justiça para destroçar os mais pobres.
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