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Eduardo Cintra Torres

O peculato não é ‘raríssimo’

Uma reportagem impecável exemplificou o peculato numa instituição de ‘solidariedade’… com a sua presidente e família. Quantos mais casos haverá?

Eduardo Cintra Torres 15 de Dezembro de 2017 às 00:30

























A reportagem de Ana Leal (TVI) sobre a ‘Raríssimas’ é exemplar na factualidade. Revelou sem sobrarem dúvidas o abuso de dinheiros públicos e a conivência do Estado com o peculato exercido pela presidente da instituição, marido, filho e ‘assessores’.




























A presidente prepotente teve direito ao contraditório e não o exerceu — não podia contradizer. Marcelo, que andou por lá aos afectos, sentiu-se enganado, como na noite de Pedrógão, e pediu averiguação. Ministro e secretário de Estado ficaram aflitos.



























É a corrupção mais rasteira: usa dinheiro do Estado destinado a ajudar os mais fracos para enriquecimento pessoal. Não fosse a revelação pública, continuaria igual. Assim o disse um dos entrevistados. O Estado nada fez, por ser conivente com o roubo.
































Um apresentador dum programa da tarde com publicidade barata ganhando 25 mil euros por mês? Isto não é concorrência lógica, é má gestão da SIC desde o primeiro dia. Pagou os 25 mil a João Baião, agora paga em euros o fracasso de ‘Juntos à Tarde’. Adeus.




























Urso polar famélico em imagens duma organização pró-natureza. Terá morrido horas depois, diz. Sim? Filmaram, fotografaram — mas não o ajudaram? Foram-se embora? Terá morrido logo depois — mas não sabem? É de loucos: registar o horror e não o evitar.





























O chefe de Estado faz a barba em público. Tem os microfones de TV tão junto da sua cara como a navalha do barbeiro. No vidro da barbearia, um autocolante diz ‘Viva Portugal!’. Marcelo, do país real ao país surreal. A política populista no fio da navalha.

TENDÊNCIAS 
FIM 
A Telecinco espanhola acabou a 18.ª edição do seu ‘Big Brother’ uma semana antes do prazo. De mais de nove milhões de espectadores noutros tempos, caiu para 1,3. Tal como cá, inventaram novas regras e ‘narrativas’, meteram ‘conhecidos’. Mas a audiência cansou-se do modelo. Terá sido o ‘Big Brother’ o canto do cisne da TV generalista? Inventará ela ainda um tal agregador de audiências?

VERGONHAS
A RTP Açores inaugurou instalações e renovou o equipamento.  Até há semanas, aquilo nem no mais pobre país do mundo. Era desprezada pela própria RTP, pelo próprio Estado, nacional e regional. Uma vergonha total. Falta agora acabar com a outra vergonha: a submissão perpétua da RTP Açores ao poder político do momento. Equipamentos novos para quê? Para mais bem servir o poder? Tenham dignidade.
apresentador secretário de Estado Raríssimas Ana Leal presidente Pedrógão RTP Açores Marcelo TVI Estado
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