Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Uma boa barrigada de debates

Bem bom: muitos e curtos debates presidenciais. Surpreenderam pela vivacidade e mostraram resistência dalguns candidatos ao "sistema" do pântano.

Eduardo Cintra Torres 8 de Janeiro de 2016 às 00:30
1 - Quase todos os candidatos têm sensibilidades e origens fora da fotocópia partidária. Houve confronto inesperado de ideias e factos. A política espreitou fora do pântano. Os mais inovadores: Paulo Morais e Henrique Neto, por conhecerem o "sistema" e o denunciarem.

2 - Os candidatos que mais desapontaram: Edgar Silva, totalmente incapaz de sair da cartilha do PCP, também ela sistémica, e António Nóvoa, que confirmou ter um discurso oco, vazio, onírico, desfasado do mundo real e enredado em palavras e só palavras.

3 - Marcelo esteve nas suas sete quintas com os "últimos" candidatos (Tino de Rans, Jorge Sequeira), alimentando os seus egos para que eles lhe permitissem brilhar, mas falhou parcialmente no debate com Neto, que o encostou ao miolo do sistema.

4 - O candidato Cândido Ferreira mostrou-se totalmente incapaz de entender o mundo, ao afastar-se da única possibilidade de se apresentar aos eleitores: os debates televisivos que lhe concederam. Poderia estar em desacordo com o modelo mas aproveitá-lo.

5 - Maria de Belém, sempre à defesa, também não conseguiu descolar da imagem de "senhora sistémica", e Marisa Matias, do BE, não descola da imagem de que a sua é uma "candidatura gira" de burguesa ilustrada que se interessa por "essas coisas" do povo.

6 - Os jornalistas estiveram bem nos debates: fugiram do modelo costumeiro e fizeram perguntas fora do baralho sistémico. Anselmo Crespo (SIC), que amiúde critiquei pelo seu jornalismo engraçadista, surpreendeu por uma maturidade que se lhe desconhecia.


Censura
Com a arrogância com que se defendeu em casa própria e em causa própria no caso da estranha notícia sobre o BANIF, que favoreceu um accionista da TVI, o director de Informação da TVI incumpriu o final do contrato com o programa Fotografia Total, há quatro anos na TVI 24, e censurou-o, o que prenuncia o pior. O programa era o único na TV nacional sobre fotografia e cumpria o objectivo.

Controle
O que se passa na Polónia é de uma enorme gravidade: a nova maioria quer controlar directamente os media estatais de "serviço público". Enquanto noutros países da União Europeia, o controle governamental foi dificultado (o que não quer dizer que não subsistam "afinidades" e conluios com governos ou "establishment"), a Polónia regride para o modelo da intervenção brutal.
Ver comentários