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F. Falcão-Machado

Havana

Raul Castro e Obama mantiveram uma distância cautelosa.

F. Falcão-Machado 25 de Março de 2016 às 01:01
Enquanto inúmeros comentadores e peritos tentam acertar numa resposta à ameaça do terrorismo, há que reter casos de sucesso na cena internacional.

A visita do presidente Barack Obama a Cuba foi um deles. Esta iniciativa, apoiada discretamente pela Santa Sé, implicava alguns riscos para ambas as partes.

Com cautela, o governo de Havana jogou à defesa: certos detalhes protocolares – como a ausência do presidente cubano à chegada de Obama, a falta de honras militares no aeroporto, a visita quase em simultâneo do presidente Maduro, da Venezuela, etc. – terão mostrado ao povo cubano a distância que os seus governantes faziam questão de guardar.

A resposta de Obama foi curiosa: ao jeito de um qualquer turista levou consigo a família, incluindo a sogra, o que é muito num país com boas raízes africanas, e apostou num estilo desportivo.

Das conversas havidas sabe-se que Raul Castro insistiu na necessidade de pôr fim à injustiça do embargo de que o seu país é vítima – em Cuba chamam-lhe "bloqueio" – e Obama defendeu o dever de restaurar as liberdades, garantias e direitos próprios de um regime democrático.

A partir de agora, uma coisa parece certa: a vida dos cubanos vai mudar seguramente para melhor.
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